sábado, 22 de fevereiro de 2025

OS CAPUCHINHOS QUE CONDUZIRAM A PARÓQUIA

Uma pequena prévia do livro "A Igreja do Morro: Levantamento histórico em comemoração aos 70 anos de inauguração da Igreja de Santa Cruz de Mococa-SP"


Por Leonardo Borgheti Marques Falarini Belotti.


Quando o padre João Bueno Gonçalves (1897-1976) assumiu a vice-reitoria Seminário Menor do Imaculado Coração de Maria, em São Roque, SP, os freis capuchinhos do Convento de São José assumiram interinamente a Paróquia de São Sebastião entre os anos de 1949 e 1951, ocasião em que assume o padre Paulo Haroldo Ribeiro (1921-1996). Foram os freis titulares da Paróquia:


I. Frei Germano Maria de Taubaté, em 1949

 Francisco Chisté nasceu em Piracuama, no município de Pindamonhangaba, SP, em 8 de abril de 1913, filho de Henrique Chisté e de dona Escolástica Gonçalves Chisté. Já com seis anos de idade passa a frequentar o Externato de Santa Clara, anexo ao Convento dos Frades Capuchinhos de Taubaté, SP. Ingressou no Seminário Seráfico São Fidélis, em São Manoel, SP, e vestiu o hábito capuchinho em 17 de fevereiro de 1929, no Convento de Santa Clara de Taubaté, assumindo o nome de frei Germano Maria de Taubaté. No Convento de São Paulo, recebeu ordenação sacerdotal em 6 de junho de 1936. Lecionou filosofia no Convento de São José, em Mococa, em 1937. De 1938 até 1942, frequentou a Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, Itália, onde doutorou-se em filosofia e ciências sociais.

Após uma curta estada em Portugal, volta ao Brasil pouco antes de sua pátria ingressar na Segunda Guerra Mundial. Ocupou diversos cargos na Igreja e no magistério sacerdotal. Em 31 de janeiro de 1949, assume a Igreja Matriz de São Sebastião de Mococa, onde permanece até 31 de dezembro do mesmo ano. É lembrado como um devotado capuchinho e um exímio orador e pregador. Retornou à Mococa inúmeras vezes, participando de solenidades. Faleceu em 4 de fevereiro de 2004, no hospital Ana Costa, na cidade de Santos, SP, aos 91 anos de idade.

 

II. Padre Frei Marcos Maria de Alvares, de 1950 até 1951

Pe. Marcos era argentino, natural de Álvares, onde nasceu em 8 de setembro de 1909, filho de Bortolo Brevi e de dona Raquel Bellotti. Seu nome secular era Marcos Brevi. Esteve em Lins, SP, onde recebeu sua Crisma, a Primeira Comunhão e iniciou seus estudos. Foi membro da Ordem Franciscana Secular. Esteve à frente da paróquia de 1º de janeiro de 1950 até 3 de janeiro de 1951. Em 15 de agosto de 1950, realizou a benção do órgão Hammond da Igreja Matriz. Sabe-se que era mestre dos noviços no Convento de Santa Clara em Taubaté, SP, nos anos de 1950, após seu paroquiato em Mococa. Em 1963, foi nomeado vigário de Conchas, SP. Não foi possível, infelizmente, encontrar maiores informações sobre sua vida. Faleceu em 1º de agosto de 1986. 

 

III. Frei Atanásio Maria de Piracicaba, em 1951

Francisco Belotto nasceu em Piracicaba, SP, no dia 1º de maio de 1919, filho de Eugênio Bellotto e de dona Maria Antônia Clemente. Ingressou no Seminário de São Fidélis, em Piracicaba, em 2 de novembro de 1921. Integrou a Ordem Franciscana Capuchinha, tendo assumido o nome de frei Atanásio Maria de Piracicaba, sendo ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 1944.

Foi pároco de Mococa de 4 de janeiro até 14 de julho de 1951. Retorna para Piracicaba em 1952, atuando na Capela de Santa Cruz desta cidade. Entre 1953 e 1955, foi frei-diretor da União das Apóstolas da Caridade de Nossa Senhora de Lourdes, em Botucatu, SP, cidade em que permanece até meados de 1981, quando retorna para Piracicaba como Superior do Seminário. Faleceu em 12 de dezembro de 2000.


domingo, 16 de fevereiro de 2025

A REDE TELEFÔNICA DE MOCOCA NOS IDOS DE 1931


Por Leonardo Borgheti Marques Falarini Belotti. 


Em 12 de novembro de 1931, começa a operar a nova rede telefônica de Mococa, em um novo edifício situado à Rua Visconde do Rio Branco, nº 123, que foi projetado pelo engenheiro da Companhia Telefônica Brasileira, dr. Hugo Maroni e a obra foi executada pela construtora Constantini & Colombo. Às 17h, teve início, com a chegada do prefeito municipal, major Alvino de Souza e Silva, a cerimônia de inauguração do novo prédio. Além dos membros da Companhia e autoridades locais, também esteve presente o Superintendente da Divisão do Estado de São Paulo, E. J. Peterson. O cerimonial foi conduzido pelo dr. Euclydes de Moraes, Gerente do Distrito de Ribeirão Preto da Companhia.


Major Alvino foi convidado a girar a chave de ligação da nova rede telefônica, fazendo tilintar as campainhas dos novos aparelhos. Uma ata de instalação foi lavrada e assinada pelos presentes, os quais viram inúmeras demonstrações do funcionamento da aparelhagem. Na sala de descanso dos telefonistas, foram servidos doces e champanhe aos presentes.

Compareceram no evento o prefeito municipal, major Alvino de Souza e Silva; dr. Genésio Candido Pereira, juiz de Direito da Comarca; dr. Joaquim M. Camargo, delegado de polícia; dr. Jacintho Taliberti; José Balbino, gerente da Banca Francesa e Italiana; Francisco Barretto Junior, gerente do Banco F. Barreto; João Gomes Barretto, representando o jornal A Mococa; dr. Roque Marchese; dr. Manoel Carlos de Siqueira; dr. Jefferson Ferraz de Siqueira; Octavio Pinho e Agilberto de Figueiredo, gerentes do Banco de Mococa; major José Pedro de Alcantara Figueiredo; professor José Barreto Coelho; dr. Francisco Teive de Almeida Magalhães, redator da Gazeta de Mococa; João Costal Chavarria, agente consular da Espanha; professor Frederico Grecco; J. Colombo de Meirelles, arquiteto e representante da construtora Constantini & Colombo; Francisco de Souza Dias; dr. Gastão de Paula Leitão; José de Souza Pinto; Renato Amaral; E. J. Peterson. Superintendente da Divisão do Estado de São Paulo da Companhia Telefônica Brasileira; Alfredo Grellet, chefe do Tráfego da Divisão do Estado de São Paulo; Euclydes de Moraes, gerente do Distrito de Ribeirão Preto; Manoel Nunes Sobrinho, gerente da Zona de Mococa; Francisco de Oliveira Barros, chefe do Tráfego do Distrito de Ribeirão Preto; Orlando Taveiros, chefe da zona da mesma cidade; Pedro Salatini, Inspetor da Planta; Theophilo Alcantara Silva; B. Diamond, inspetor geral de Troncos; Joaquim Carlos, chefe das construções do interior; Luiz Veronesi, chefe da Planta do Distrito de Ribeirão Preto; e João Ferreira, chefe de linhas da zona de Mococa.

O prédio possuía uma sala do público com duas cabines junto ao escritório comercial, sala de operação, sala de descanso das telefonistas e sala da planta. Na construção, auxiliaram Hugo Maroni, C. Millard nos detalhes arquitetônicos, Renato Cattani na fiscalização dos trabalhos e Carlo Cherwinkie, nas instalações elétricas.

É um marco do desenvolvimento mocoquense, parte do caminho do avanço tecnológico no município!


(Informações e fotografias advindas da revista Sino Azul, de dezembro de 1931, p. 11-13).

CAPITÃO BENJAMIN DINAMARCO

  UM NOME ESQUECIDO DA POLÍTICA MOCOQUENSE Leonardo Borgheti Marques Falarini Belotti Instituto Histórico e Cultural de Arceburgo Inst...