domingo, 16 de fevereiro de 2025

A REDE TELEFÔNICA DE MOCOCA NOS IDOS DE 1931


Por Leonardo Borgheti Marques Falarini Belotti. 


Em 12 de novembro de 1931, começa a operar a nova rede telefônica de Mococa, em um novo edifício situado à Rua Visconde do Rio Branco, nº 123, que foi projetado pelo engenheiro da Companhia Telefônica Brasileira, dr. Hugo Maroni e a obra foi executada pela construtora Constantini & Colombo. Às 17h, teve início, com a chegada do prefeito municipal, major Alvino de Souza e Silva, a cerimônia de inauguração do novo prédio. Além dos membros da Companhia e autoridades locais, também esteve presente o Superintendente da Divisão do Estado de São Paulo, E. J. Peterson. O cerimonial foi conduzido pelo dr. Euclydes de Moraes, Gerente do Distrito de Ribeirão Preto da Companhia.


Major Alvino foi convidado a girar a chave de ligação da nova rede telefônica, fazendo tilintar as campainhas dos novos aparelhos. Uma ata de instalação foi lavrada e assinada pelos presentes, os quais viram inúmeras demonstrações do funcionamento da aparelhagem. Na sala de descanso dos telefonistas, foram servidos doces e champanhe aos presentes.

Compareceram no evento o prefeito municipal, major Alvino de Souza e Silva; dr. Genésio Candido Pereira, juiz de Direito da Comarca; dr. Joaquim M. Camargo, delegado de polícia; dr. Jacintho Taliberti; José Balbino, gerente da Banca Francesa e Italiana; Francisco Barretto Junior, gerente do Banco F. Barreto; João Gomes Barretto, representando o jornal A Mococa; dr. Roque Marchese; dr. Manoel Carlos de Siqueira; dr. Jefferson Ferraz de Siqueira; Octavio Pinho e Agilberto de Figueiredo, gerentes do Banco de Mococa; major José Pedro de Alcantara Figueiredo; professor José Barreto Coelho; dr. Francisco Teive de Almeida Magalhães, redator da Gazeta de Mococa; João Costal Chavarria, agente consular da Espanha; professor Frederico Grecco; J. Colombo de Meirelles, arquiteto e representante da construtora Constantini & Colombo; Francisco de Souza Dias; dr. Gastão de Paula Leitão; José de Souza Pinto; Renato Amaral; E. J. Peterson. Superintendente da Divisão do Estado de São Paulo da Companhia Telefônica Brasileira; Alfredo Grellet, chefe do Tráfego da Divisão do Estado de São Paulo; Euclydes de Moraes, gerente do Distrito de Ribeirão Preto; Manoel Nunes Sobrinho, gerente da Zona de Mococa; Francisco de Oliveira Barros, chefe do Tráfego do Distrito de Ribeirão Preto; Orlando Taveiros, chefe da zona da mesma cidade; Pedro Salatini, Inspetor da Planta; Theophilo Alcantara Silva; B. Diamond, inspetor geral de Troncos; Joaquim Carlos, chefe das construções do interior; Luiz Veronesi, chefe da Planta do Distrito de Ribeirão Preto; e João Ferreira, chefe de linhas da zona de Mococa.

O prédio possuía uma sala do público com duas cabines junto ao escritório comercial, sala de operação, sala de descanso das telefonistas e sala da planta. Na construção, auxiliaram Hugo Maroni, C. Millard nos detalhes arquitetônicos, Renato Cattani na fiscalização dos trabalhos e Carlo Cherwinkie, nas instalações elétricas.

É um marco do desenvolvimento mocoquense, parte do caminho do avanço tecnológico no município!


(Informações e fotografias advindas da revista Sino Azul, de dezembro de 1931, p. 11-13).

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