domingo, 18 de janeiro de 2026

Cronologia da Paróquia de São Sebastião, da cidade de Mococa – SP

 

Século XVIII até começo do século XX

Por Leonardo Borgheti Marques Falarini Belotti

1798, 10 de dezembro – o padre Francisco Bueno Azevedo, da freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Cabeceiras do Rio Pardo (Caconde), passa pela paragem do Ribeirão das Canoas, possivelmente no atual Município de Mococa.

1820 – O tenente Urias Emidio Nogueira de Barros toma posse da sesmaria da Zabellona (também referida como Zabelonia ou Isabelina), a mando de seu pai, o alferes João de Souza Nogueira.

1822 – José Christóvam de Lima se estabelece na fazenda da Água Limpa. Em época próxima, encontra-se José Custódio Dias, na fazenda das Canoas; Domiciano José de Souza e Vigilato José de Souza, nas fazendas da Soledade (hoje, Tapiratiba) e Bica de Pedra (hoje, Itaiquara), em sociedade;

1833, 27 de março – Dom Thomaz de Molina vende, por escritura pública, parte da sesmaria da Zabellona ao capitão Diogo Garcia da Cruz, patrimônio que passa a designar “fazenda Alegria”.

1833, 27 de agosto – O capitão José Gomes de Lima compra parte da Zabellona de Dom Thomaz de Molina. As terras seriam referidas como “Boa Vista” e, posteriormente, segundo se supõe, constituiria o patrimônio da chamada “Fazenda Velha”.

1837 – Chegada do padre Manoel Joaquim das Dores, como capelão da ermida da fazenda Alegria.

1839 – O casal, Antonio José Gomes e Catharina Candida de Senna, doam aos santos católicos, São Sebastião e São Francisco das Chagas 16 alqueires de terras.

1839 – Venerando Ribeiro da Silva compra a fazenda do Ribeirão da Prata.

1841 – Chegada do padre Manoel Machado da Assumpção à ermida da Alegria. A partir de 1846, começa a celebrar missas na capela de São Sebastião.

1843 – O capitão José Gomes de Lima, insatisfeito com o local da doação, realiza a permuta das terras com o casal.

1846, 4 de julho – O Bispado de São Paulo emite provisão para construção da capela em devoção à São Sebastião, em favor de Venerando Ribeiro da Silva.

1846, 25 de dezembro – O padre Manoel Machado da Assumpção celebra a missa de Natal e de inauguração da Capela de São Sebastião da Boa Vista.

1847, 4 de dezembro – peticionamento do fabriqueiro, Felicissimo Antonio Pereira, ao Juízo Municipal da Vila de Casa Branca, onde requer o reconhecimento e posse do patrimônio da capela de São Sebastião. No mesmo dia, foi proferida sentença de reconhecimento e lavrado o competente auto de posse da Capela.   

1848 – Chegada do padre Manoel Euzébio de Araújo.

1850, 20 de fevereiro – Conforme consta nos relatórios da Cúria Metropolitana do Arcebispado de São Paulo, seria a data de oficialização do patrimônio de São Sebastião, firmado por escritura pública.

1850 – O padre Manoel Euzébio de Araujo entroniza no altar da capela a imagem de seu orago, São Sebastião.

1852 – Chegada do padre Manoel Marques.

1853 – Chegada do padre João da Fonseca e Mello. Foi o responsável pela criação do primeiro cemitério da capela, em data indefinida.

1856, 12 de fevereiro – A Câmara da Vila de Casa Branca envia à Assembleia Provincial de São Paulo uma petição assinada por 126 moradores da Capela de São Sebastião da Boa Vista, onde requerem a elevação da povoação à categoria de Freguesia.

1856, 5 de abril – É sancionada a Lei nº 15, que cria a Freguesia de São Sebastião da Boa Vista, na Vila de Casa Branca.

1857 – Chegada do frei Angelo de Caramanico.

1858, 9 de agosto – Visita do Bispo, Dom Antonio Joaquim de Mello, à freguesia. É a primeira visita da Diocese.

1860 – O padre Lourenço Evangelista Della Mogllie chega até a freguesia. Segundo Queiroz, “Foi em seu tempo que se fez o corpo da igreja, sobressaindo nesse melhoramento valiosos auxílios prestados pelos Figueiredos, que foram, todavia, por sua vez auxiliados por outros mocoquenses, zelosos do brilho e decência do culto católico. Fez-se ainda em seu tempo, por subscrição, uma casa para residência dos vigários, onde é hoje o elegante chalé do sr. José Pedro de Figueiredo, casa que muito mais tarde foi dada a seu substituto” (atual Casa dos Cachorros).

1863 – Com o afastamento do padre Lourenço, a povoação fica um ano sem a assistência de um pároco.

1864 – Chegada do padre Joaquim Feliciano do Amorin Sigar, o padre velho. Em seu paroquiato foi construída a Capela-Mor, os altares laterais da Igreja e as obras de talha.

1881, 15 de março – O padre José Thomaz de Ancassuerd é nomeado parco, e o padre Joaquim se torna coadjutor.

1883, 16 de abril – Nomeação do padre Francisco Salimena.

1886, 7 de maio – Nomeação do padre Adelino Jorge Montenegro.

1887, 15 de julho – Nomeação do padre Ernesto Augusto Lages.

1890, 13 de setembro – Nomeação do padre Bento Monteiro do Amaral.

1890, 30 de dezembro – Provisão emitida pelo Bispado de São Paulo, em favor do padre Bento Monteiro do Amaral, para a construção de uma capela em devoção à Nossa Senhora Aparecida, no bairro da Estação.

1891, 20 de janeiro – Lavrado o termo de benção da pedra fundamental da capela de Nossa Senhora Aparecida.

1891, 31 de maio – Realização de reunião para organização da comissão da construção da Igreja Matriz Nova, constituída da seguinte forma: Cônego Bento Monteiro do Amaral, Barão de Monte Santo, José Joaquim de Figueiredo, Diogo Garcia de Figueiredo, Gabriel Fernandes Pinheiro, Luiz J. de Souza Penna, Carmo Taliberti e Francisco Demasi, sendo contratado o empreiteiro Felice Calvitti.

1891, 5 de setembro – Provisão emitida pelo Bispado de São Paulo, em favor do padre Bento Monteiro do Amaral, para a construção de uma capela em devoção à Santa Cruz, no bairro da Mocoquinha ou Ypiranga.

1891, 11 de outubro – Lavrado o termo de benção da pedra fundamental da capela da Santa Cruz.

1892, 13 de novembro – Lavrado o termo de benção da pedra fundamental das obras da Igreja Matriz Nova.

1896, 12 de maio – O bispo de São Paulo, Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, às 17h30, realiza a benção da Igreja Matriz Nova, inaugurando-a oficialmente.

1900, 8 de setembro – Realizada a benção da capela de Nossa Senhora da Luz das Canoas (hoje, o distrito de Igaraí).

1901, 15 de junho- Conforme os arquivos da Cúria da Arquidiocese de São Paulo, o bairro das Canoas passa a pertencer à Mococa, desmembrado de Canoas.

1902, 18 de junho – É emitida pela Diocese de São Paulo, em favor de Firmino de Oliveira Lima, provisão para a capela da fazenda da Cascata.

1904, 18 de junho – Nomeação do padre Carlos Pereira Bicudo para a paróquia.

1907 – Nomeação do padre João Macário Monteiro para a paróquia. É um dos idealizadores da Santa Casa de Mococa.

1909, 2 de maio – Nomeação do monsenhor doutor Félix Brandi para a paróquia.

1921, 4 de maio – Benção e inauguração da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no local onde situava-se a Igreja Matriz Velha, demolida em 1912.

1921, 7 de maio – Benção e inauguração da Capela de Nossa Senhora Aparecida, no bairro da Estação.

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