Século XVIII até começo do século XX
Por Leonardo
Borgheti Marques Falarini Belotti
1798, 10 de dezembro – o padre
Francisco Bueno Azevedo, da freguesia de Nossa Senhora da Conceição das
Cabeceiras do Rio Pardo (Caconde), passa pela paragem do Ribeirão das Canoas,
possivelmente no atual Município de Mococa.
1820 – O tenente Urias Emidio
Nogueira de Barros toma posse da sesmaria da Zabellona (também referida como
Zabelonia ou Isabelina), a mando de seu pai, o alferes João de Souza Nogueira.
1822 – José Christóvam de Lima se
estabelece na fazenda da Água Limpa. Em época próxima, encontra-se José Custódio
Dias, na fazenda das Canoas; Domiciano José de Souza e Vigilato José de Souza,
nas fazendas da Soledade (hoje, Tapiratiba) e Bica de Pedra (hoje, Itaiquara),
em sociedade;
1833, 27 de março – Dom Thomaz de
Molina vende, por escritura pública, parte da sesmaria da Zabellona ao capitão
Diogo Garcia da Cruz, patrimônio que passa a designar “fazenda Alegria”.
1833, 27 de agosto – O capitão
José Gomes de Lima compra parte da Zabellona de Dom Thomaz de Molina. As terras
seriam referidas como “Boa Vista” e, posteriormente, segundo se supõe,
constituiria o patrimônio da chamada “Fazenda Velha”.
1837 – Chegada do padre Manoel
Joaquim das Dores, como capelão da ermida da fazenda Alegria.
1839 – O casal, Antonio José
Gomes e Catharina Candida de Senna, doam aos santos católicos, São Sebastião e
São Francisco das Chagas 16 alqueires de terras.
1839 – Venerando Ribeiro da Silva
compra a fazenda do Ribeirão da Prata.
1841 – Chegada do padre Manoel Machado
da Assumpção à ermida da Alegria. A partir de 1846, começa a celebrar missas na
capela de São Sebastião.
1843 – O capitão José Gomes de
Lima, insatisfeito com o local da doação, realiza a permuta das terras com o
casal.
1846, 4 de julho – O Bispado de
São Paulo emite provisão para construção da capela em devoção à São Sebastião,
em favor de Venerando Ribeiro da Silva.
1846, 25 de dezembro – O padre
Manoel Machado da Assumpção celebra a missa de Natal e de inauguração da Capela
de São Sebastião da Boa Vista.
1847, 4 de dezembro – peticionamento
do fabriqueiro, Felicissimo Antonio Pereira, ao Juízo Municipal da Vila de Casa
Branca, onde requer o reconhecimento e posse do patrimônio da capela de São Sebastião.
No mesmo dia, foi proferida sentença de reconhecimento e lavrado o competente
auto de posse da Capela.
1848 – Chegada do padre Manoel
Euzébio de Araújo.
1850, 20 de fevereiro – Conforme consta
nos relatórios da Cúria Metropolitana do Arcebispado de São Paulo, seria a data
de oficialização do patrimônio de São Sebastião, firmado por escritura pública.
1850 – O padre Manoel Euzébio de
Araujo entroniza no altar da capela a imagem de seu orago, São Sebastião.
1852 – Chegada do padre Manoel
Marques.
1853 – Chegada do padre João da
Fonseca e Mello. Foi o responsável pela criação do primeiro cemitério da capela,
em data indefinida.
1856, 12 de fevereiro – A Câmara
da Vila de Casa Branca envia à Assembleia Provincial de São Paulo uma petição
assinada por 126 moradores da Capela de São Sebastião da Boa Vista, onde
requerem a elevação da povoação à categoria de Freguesia.
1856, 5 de abril – É sancionada a
Lei nº 15, que cria a Freguesia de São Sebastião da Boa Vista, na Vila de Casa
Branca.
1857 – Chegada do frei Angelo de
Caramanico.
1858, 9 de agosto – Visita do
Bispo, Dom Antonio Joaquim de Mello, à freguesia. É a primeira visita da
Diocese.
1860 – O padre
Lourenço Evangelista Della Mogllie chega até a freguesia. Segundo Queiroz, “Foi
em seu tempo que se fez o corpo da igreja, sobressaindo nesse melhoramento
valiosos auxílios prestados pelos Figueiredos, que foram, todavia, por sua vez auxiliados
por outros mocoquenses, zelosos do brilho e decência do culto católico. Fez-se
ainda em seu tempo, por subscrição, uma casa para residência dos vigários, onde
é hoje o elegante chalé do sr. José Pedro de Figueiredo, casa que muito mais
tarde foi dada a seu substituto” (atual Casa dos Cachorros).
1863 – Com o afastamento do padre
Lourenço, a povoação fica um ano sem a assistência de um pároco.
1864 – Chegada do padre Joaquim
Feliciano do Amorin Sigar, o padre velho. Em seu paroquiato foi construída a Capela-Mor,
os altares laterais da Igreja e as obras de talha.
1881, 15 de março – O padre José
Thomaz de Ancassuerd é nomeado parco, e o padre Joaquim se torna coadjutor.
1883, 16 de abril – Nomeação do
padre Francisco Salimena.
1886, 7 de maio – Nomeação do padre
Adelino Jorge Montenegro.
1887, 15 de julho – Nomeação do padre
Ernesto Augusto Lages.
1890, 13 de setembro – Nomeação do
padre Bento Monteiro do Amaral.
1890, 30 de dezembro – Provisão emitida
pelo Bispado de São Paulo, em favor do padre Bento Monteiro do Amaral, para a
construção de uma capela em devoção à Nossa Senhora Aparecida, no bairro da
Estação.
1891, 20 de janeiro – Lavrado o
termo de benção da pedra fundamental da capela de Nossa Senhora Aparecida.
1891, 31 de maio – Realização de
reunião para organização da comissão da construção da Igreja Matriz Nova, constituída
da seguinte forma: Cônego Bento Monteiro do Amaral, Barão de Monte Santo, José
Joaquim de Figueiredo, Diogo Garcia de Figueiredo, Gabriel Fernandes Pinheiro, Luiz
J. de Souza Penna, Carmo Taliberti e Francisco Demasi, sendo contratado o
empreiteiro Felice Calvitti.
1891, 5 de setembro – Provisão emitida
pelo Bispado de São Paulo, em favor do padre Bento Monteiro do Amaral, para a
construção de uma capela em devoção à Santa Cruz, no bairro da Mocoquinha ou
Ypiranga.
1891, 11 de outubro – Lavrado o
termo de benção da pedra fundamental da capela da Santa Cruz.
1892, 13 de novembro – Lavrado o
termo de benção da pedra fundamental das obras da Igreja Matriz Nova.
1896, 12 de maio – O bispo de São
Paulo, Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, às 17h30, realiza a
benção da Igreja Matriz Nova, inaugurando-a oficialmente.
1900, 8 de setembro – Realizada a
benção da capela de Nossa Senhora da Luz das Canoas (hoje, o distrito de Igaraí).
1901, 15 de junho- Conforme os
arquivos da Cúria da Arquidiocese de São Paulo, o bairro das Canoas passa a
pertencer à Mococa, desmembrado de Canoas.
1902, 18 de junho – É emitida
pela Diocese de São Paulo, em favor de Firmino de Oliveira Lima, provisão para
a capela da fazenda da Cascata.
1904, 18 de junho – Nomeação do
padre Carlos Pereira Bicudo para a paróquia.
1907 – Nomeação do padre João
Macário Monteiro para a paróquia. É um dos idealizadores da Santa Casa de
Mococa.
1909, 2 de maio – Nomeação do
monsenhor doutor Félix Brandi para a paróquia.
1921, 4 de maio – Benção e inauguração
da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no local onde situava-se a Igreja Matriz
Velha, demolida em 1912.
1921, 7 de maio – Benção e
inauguração da Capela de Nossa Senhora Aparecida, no bairro da Estação.
Parabéns, muito bem detalhada a pesquisa.
ResponderExcluir