Leonardo Borgheti
Marques Falarini Belotti
Instituto Bruno
Giorgi
Tive contato
com a obra de Amélia Trevisan graças à Plataforma Verri, que é conduzida pelo
Dr. Octávio Verri Filho, de Ribeirão Preto. Ao ler a síntese sobre a monografia
do seu Mestrado, senti a necessidade de localizar um exemplar – e consegui!
Texto excelente, pesquisa criteriosa. Não sabia, até então, que Amélia
Franzolin Trevisan possuía uma obra maior do que o livro “Casa Branca,
povoação dos ilhéus”, especialmente sobre a cidade de São José do Rio
Pardo. O livro sobre as atas dos fundadores, o livro sobre o centenário da
Câmara da cidade, o opúsculo com alguns artigos, contribuições com jornais
locais. Amélia foi uma profícua historiadora – talvez, a primeira da região.
Nasceu em São
Paulo, no bairro de Santana, aos 12 de agosto de 1922, à Rua Olavo Egydio, nº
89. Seus pais eram italianos: Armando Franzolin e Estelita Levischi. Casou-se
em 1942 com Oreste Trevisan, passando-se a assinar Amélia Trevisan. Ele
faleceria poucos anos mais tarde, em 1949. Nos anos de 1950, assume serviços
extraordinárias como escriturária do Instituto de Previdência do Estado de São
Paulo. Em 1959, é admitida em estágio probatório, por ter sido aprovada em
concurso. Ingressa no curso de História da USP, conquistando a licenciatura e o
bacharelado. Chega a Rio Pardo graças à Semana Euclidiana, provavelmente a de
1973. Se encanta. Em 19 de março de 1978, dia de São José, é investida do cargo
de Chefe de Seção, junto ao Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Na cidade, foi
a responsável pela preservação do prédio da Câmara Municipal, de 1886; pela
criação e organização da Hemeroteca “Paschoal Artese”, na Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas de Rio Pardo; deu origem ao Arquivo
Histórico Municipal “José Honório de Silos”, além, é claro, de preservar a
história rio-pardense com seus incontáveis escritos, os quais, segundo o
professor Rodolpho José Del Guerra, totalizam mais de 160 artigos. Foi honrada
com títulos e premios, quais o de cidadã rio-pardense, membro do Instituto
Histórico e Geográfico de São Paulo, guardiã da memória rio-pardense, vencedora
do prêmio “Clio” da Academia Paulista de História.
A professora
Cármen Cecília Trovatto Maschietto, que conheceu esta célebre historiadora e
seu incrível trabalho, coordena um resgate sobre o legado de Amélia
Trevisan. A publicação “A GUARDIÃ DA
HISTÓRIA RIO-PARDENSE: A VIDA E A OBRA DE AMÉLIA FRANZOLIN TREVISAN”, está às
vésperas de vir a público. A pesquisa e a organização são trabalhos meus, com a
colaboração, para citar alguns, de Marcos de Martini, Miguel Paião, Ana Paula
Lacerda, da Casa Euclidiana, e João Francisco Pestana Moltine, da Hemeroteca. A
parte biográfica está em vias de conclusão, e a transcrição dos artigos, bem
adiantada. A ideia é, inclusive, transcrever seus trabalhos publicados, e não
apenas os artigos de jornal. A expectativa é que, até setembro, o livro seja
publicado.
Vivas à memória
de Amélia Trevisan, historiadora excepcional, que documentou a historiografia
regional!
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